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Estadão Conteúdo

25/05/18 – 09h46

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, 25, mas já perdeu força e caiu no mercado futuro, em meio à previsão da oferta de hedge do Banco Central (BC). No mercado à vista, o sinal positivo ante o real desacelerou.

Só não sobe mais em função da mão pesada do BC que repete os leilões de swap com oferta total de até US$ 1 bilhão no dia. O imbróglio greve dos caminhoneiros ainda coloca um viés de proteção nos mercados”, disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

Investidores locais ajustam posições enquanto monitoram a continuidade da greve de caminhoneiros em várias partes do País, apesar do anúncio do governo de um acordo com representantes da categoria na noite de quinta-feira, 24. Pesa também o viés positivo da moeda americana frente seus pares principais e boa parte das divisas emergentes e ligadas a commodities no exterior, afirmou Rugik.

A persistente queda do petróleo no exterior favorece o ajuste. Além disso, o euro atingiu o menor nível desde o fim de 2017 em meio a preocupações com o cenário político da Espanha, onde os socialistas pediram a votação de uma moção de censura contra o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy – depois que um partido governista foi condenado na Justiça por corrupção.

Incertezas na Itália, onde partidos populistas estão no processo de formar um governo de coalizão, também têm ajudado a pressionar o euro. E o dólar opera em alta ante outras moedas principais, recuperando-se de perdas desta quinta, em meio a indicações de autoridades da Coreia do Norte de que o país continua disposto a negociar com os EUA, apesar da decisão do presidente Donald Trump de cancelar a reunião que teria no próximo mês com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O vice-chanceler da Coreia do Norte, Kim Kye-gwan, afirmou que Pyongyang quer resolver o impasse criado pelo cancelamento.

Às 9h18 desta sexta-feira, o dólar à vista subia 0,11%, aos R$ 3,6442. O dólar futuro de junho recuava 0,05% neste mesmo horário, aos R$ 3,6445, após ter iniciado a sessão na máxima aos R$ 3,660 (+0,37%).

Em Nova York, o dólar subia a 109,39 ienes, de 109,25 ienes no fim da tarde de quinta-feira, enquanto o euro recuava a US$ 1,1671, de US$ 1,1725 na véspera, e a libra caía a US$ 1,3337, de US$ 1,3384. A moeda americana também ganhava ante o dólar australiano, o peso chileno, o peso mexicano, o dólar neozelandês, o rublo e o rand sul africano.

Dólar à vista diminui alta, mas cautela persiste com exterior e caminhoneiros
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